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Peças Cirúrgicas – é comum, quando vamos aos centros cirúrgicos dos hospitais para realizar biópsias de congelação, encontrarmos peças cirúrgicas de pacientes colocadas sobre a mesa da instrumentadora, aguardando o final do ato cirúrgico para serem acondicionadas em formalina. Esse tempo em que o órgão fica fora do líquido fixador costuma danificar as células, dificultando a análise microscópica que o patologista faz para chegar ao diagnóstico correto. É muito importante evitar essa autólise que tem início no momento em que o cirurgião retira o órgão do corpo do paciente. O processo correto manda acondicionar a peça cirúrgica imediatamente em saco plástico contendo formalina (formol a 10%). Essa simples providência permite que o patologista possa fazer um bom diagnóstico, principalmente quando, além do exame de rotina feito usualmente com os corantes hematoxilina e eosina, for necessário realizar também o estudo imunoistoquímico, um exame delicado e muito sensível baseado numa reação antígeno-anticorpo. Temos no Pathos alguns casos de pacientes portadoras de câncer mamário que não puderam ser tratadas adequadamente porque o estudo imunoistoquímico foi negativo para todos os anticorpos usados, devido ao tempo grande em que a peça ficou fora da formalina após a mastectomia. As peças cirúrgicas devem ser colocadas em sacos plásticos fornecidos pelo Pathos e devem ser cobertas pelo fixador para evitar a autólise.

aspirados de cavidades naturais (pleura, peritônio) – quando um paciente acumula líquido no tórax e no abdome, o médico pode solicitar a pesquisa de células cancerosas: para isso, punciona a cavidade e aspira esse líquido, entregando a seringa à circulante de sala com a recomendação de “mandar para exame”. Cabe à circulante questionar o médico a finalidade do exame: é para pesquisar células cancerosas ou é para fazer uma cultura, descobrir o tipo de microrganismo que está causando a doença?
.......Se a resposta do médico for para fazer cultura, basta telefonar ao laboratório clínico e solicitar retirada do material, conservando-o em geladeira.
.......Se o médico deseja saber se existem células cancerosas naquele líquido, a conduta da circulante é totalmente diferente. Assim que o líquido é retirado do paciente, as células que ali existem sofrem um processo chamado “autólise”, através do qual elas rapidamente morrem e degeneram por falta do oxigênio de que elas dispunham enquanto estavam no organismo do paciente. Esse processo de autólise inicia-se em média 10 minutos após a retirada do líquido e por isso a conduta da circulante deve ser rápida e eficaz, pois nenhum patologista consegue dar diagnóstico em material autolisado. A circulante deve adicionar um agente fixador àquele líquido, um outro líquido que tem a capacidade de fixar, isto é, manter a forma da célula como ela era antes da sua retirada do corpo. Esse líquido fixador é o álcool a 70% (álcool comum, embalado em garrafas de plástico, comuns em centros cirúrgicos).
..... ..Antes de receber a seringa das mãos do médico que fez a punção, a circulante já deverá ter preparado uma cuba com pequena quantidade de álcool 70%. Nessa própria seringa, imergir a ponta da agulha no álcool e aspirar, misturando diretamente o álcool ao líquido que deverá ser examinado. Em contato com o álcool, o líquido, que era límpido, ficará imediatamente turvo, indicando que as proteínas ali presentes precipitaram, promovendo a boa fixação do material e das células aí presentes.
... ....A seguir, basta colocar o protetor de plástico na agulha e fixar com esparadrapo. Não esquecer de colocar esparadrapo também atrás, no lugar de contato entre o êmbolo e a seringa, para evitar a mobilização do êmbolo durante o transporte até o Pathos.
....... Para finalizar o processo, colocar uma etiqueta auto-adesiva na própria seringa, com a identificação do paciente e o local de onde foi aspirado o líquido (pleural, abdominal, etc). O médico responsável deverá preencher a requisição médica do Pathos relatando os dados clínicos e indicando sua hipótese diagnóstica.

 









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