aspirados de cavidades naturais (pleura, peritônio) – quando um paciente acumula líquido no tórax e no abdome, o médico pode solicitar a pesquisa de células cancerosas: para isso, punciona a cavidade e aspira esse líquido, entregando a seringa à circulante de sala com a recomendação de “mandar para exame”. Cabe à circulante questionar o médico a finalidade do exame: é para pesquisar células cancerosas ou é para fazer uma cultura, descobrir o tipo de microrganismo que está causando a doença?
.......Se a resposta do médico for para fazer cultura, basta telefonar ao laboratório clínico e solicitar retirada do material, conservando-o em geladeira.
.......Se o médico deseja saber se existem células cancerosas naquele líquido, a conduta da circulante é totalmente diferente. Assim que o líquido é retirado do paciente, as células que ali existem sofrem um processo chamado “autólise”, através do qual elas rapidamente morrem e degeneram por falta do oxigênio de que elas dispunham enquanto estavam no organismo do paciente. Esse processo de autólise inicia-se em média 10 minutos após a retirada do líquido e por isso a conduta da circulante deve ser rápida e eficaz, pois nenhum patologista consegue dar diagnóstico em material autolisado. A circulante deve adicionar um agente fixador àquele líquido, um outro líquido que tem a capacidade de fixar, isto é, manter a forma da célula como ela era antes da sua retirada do corpo. Esse líquido fixador é o álcool a 70% (álcool comum, embalado em garrafas de plástico, comuns em centros cirúrgicos).
..... ..Antes de receber a seringa das mãos do médico que fez a punção, a circulante já deverá ter preparado uma cuba com pequena quantidade de álcool 70%. Nessa própria seringa, imergir a ponta da agulha no álcool e aspirar, misturando diretamente o álcool ao líquido que deverá ser examinado. Em contato com o álcool, o líquido, que era límpido, ficará imediatamente turvo, indicando que as proteínas ali presentes precipitaram, promovendo a boa fixação do material e das células aí presentes.
... ....A seguir, basta colocar o protetor de plástico na agulha e fixar com esparadrapo. Não esquecer de colocar esparadrapo também atrás, no lugar de contato entre o êmbolo e a seringa, para evitar a mobilização do êmbolo durante o transporte até o Pathos.
....... Para finalizar o processo, colocar uma etiqueta auto-adesiva na própria seringa, com a identificação do paciente e o local de onde foi aspirado o líquido (pleural, abdominal, etc). O médico responsável deverá preencher a requisição médica do Pathos relatando os dados clínicos e indicando sua hipótese diagnóstica.